Quem Está Escrevendo o Futuro?

Reflexões a Respeito do Século Vinte 

 

Comunidade Internacional Bahá’í
 
 

               Em 28 de maio de 1992, a Câmara dos Deputados do Brasil reuniu-se em sessão solene para celebrar o centenário de falecimento de Bahá’u’lláh, cuja influência está se tornando uma característica cada dia mais familiar no cenário social e político do mundo. Sua mensagem de unidade, claramente, tocara fundo os legisladores brasileiros. Durante a cerimônia, oradores representando todos os partidos da Câmara prestaram homenagem a um conjunto de escritos que um dos deputados descreveu como “a mais colossal obra religiosa jamais escrita pela pena de um único Homem”, bem como a uma visão do futuro de nosso planeta a qual, “transcendendo fronteiras materiais”, nas palavras de ainda outro parlamentar, “abarcou a humanidade inteira, sem considerar as diferenças mesquinhas de nacionalidade, raça, limites e crenças.” 

                O tributo foi especialmente marcante pelo fato de que, na terra de seu nascimento, a obra de Bahá’u’lláh continua a ser violentamente condenada pelo clero muçulmano que governa o Irã. Aqueles que os precederam foram responsáveis por seu exílio e aprisionamento nos anos intermédios do século dezenove e pelo massacre de milhares daqueles que compartilhavam seus ideais para a transformação da vida e da sociedade humanas. Ao mesmo tempo em que transcorria a cerimônia em Brasília, os 300 000 bahá’ís vivendo no Irã eram submetidos a perseguições, privações e, em muitos casos, ao aprisionamento e à morte, por se recusarem a abjurar convicções que são alvo de louvor em praticamente todo o resto do mundo.

                Semelhante oposição caracterizou as atitudes de vários regimes totalitários ao longo do último século.

                Qual a natureza deste conjunto de idéias que tem despertado reações tão radicalmente antagônicas?

 

I
O cerne da mensagem de Bahá’u’lláh é uma exposição da natureza fundamentalmente espiritual da realidade e das leis que governam sua operação. Ela não apenas vê cada pessoa como um ser espiritual, uma “alma racional”, mas também insiste que todo o empreendimento que chamamos de civilização é, em si próprio, um processo espiritual no qual a mente e o coração humanos desenvolveram meios cada vez mais complexos e eficientes para expressar as capacidades morais e intelectuais que lhes são inerentes.
Ao rejeitar os dogmas reinantes do materialismo, Bahá’u’lláh defende uma interpretação diferente do processo histórico. A humanidade, ponta de lança da evolução da consciência, passa por estágios análogos aos períodos de infância e adolescência na vida de cada um de seus membros.  Esta jornada nos conduziu ao limiar de nossa tão esperada maioridade como uma espécie humana unificada. As guerras, a exploração e os preconceitos que têm caracterizado os estágios imaturos deste processo não deveriam ser causa de desesperança, mas sim servir de estímulo para assumirmos as responsabilidades da maturidade coletiva.
Ao escrever aos líderes políticos e religiosos de sua época, Bahá’u’lláh dizia que novas capacidades de poder incalculável ? mais além da capacidade de entendimento daquela geração ? estavam desabrochando nos povos do mundo, capacidades estas que em breve transformariam a vida material do planeta. Segundo afirmava, era essencial transformar esses avanços materiais vindouros em veículos para o desenvolvimento moral e social. Caso os conflitos nacionalistas e sectários impedissem tal desenvolvimento, então o progresso material produziria não apenas benefícios, mas também males inimagináveis. Algumas das advertências de Bahá’u’lláh despertam ecos sombrios ainda em nossos dias: “Coisas estranhas, espantosas, existem na terra”, advertiu ele. “Tais coisas são capazes de mudar toda a atmosfera da terra, e sua contaminação provaria ser letal” .
II
Segundo Bahá’u’lláh,  a questão espiritual fundamental que desafia todos os povos, de qualquer nação, religião ou origem étnica, é o estabelecimento dos alicerces de uma sociedade global que reflita a unidade da natureza humana. A unificação dos habitantes da terra não é nem uma remota visão utópica,  nem, tampouco, no final das contas, uma questão de escolha. Ela representa o próximo estágio inevitável no processo de evolução social, um estágio em direção ao qual todas as experiências do passado e do presente nos estão conduzindo. A menos que essa questão seja reconhecida e tratada, nenhum dos males que afetam nosso planeta será solucionado, porque todos os desafios fundamentais da era na qual ingressamos são de natureza global e universal, e não particulares ou regionais.
Os muitos textos das escrituras de Bahá’u’lláh referentes à chegada da maioridade da raça humana estão permeados pelo uso que faz da luz como uma metáfora para expressar o poder transformador da unidade: “Tão poderosa é a luz da unidade”, afirmam, “que pode iluminar a terra inteira.”  Essa afirmação coloca a história contemporânea numa perspectiva totalmente diferente da que prevalece neste final do século vinte. Ela nos insta a descobrir ? em meio ao sofrimento e  caos de nossos dias ? a operação de forças que estão liberando a consciência humana para um novo estágio de sua evolução. Chama-nos a reexaminar os acontecimentos dos últimos cem anos e seus efeitos sobre o conjunto heterogêneo de povos, raças, nações e comunidades sobre os quais tais mudanças atuaram.
Se, como Bahá’u’lláh afirma, “o bem-estar da humanidade, sua paz e segurança, são inatingíveis, a não ser que, primeiro, se estabeleça firmemente sua unidade” , é compreensível porque os bahá’ís consideram o século vinte ? com todos os seus desastres ? como o “século de luz” . Pois estes cem anos testemunharam uma transformação tanto na forma como nós, os habitantes do planeta, começamos a planejar nosso futuro coletivo, quanto na maneira em que nos vemos uns aos outros. A marca distintiva de ambos os processos tem sido a unificação. Problemas além da capacidade de controle das instituições existentes fizeram com que os líderes mundiais começassem a implementar  novos sistemas de organização global que seriam impensáveis no início do século. Ao mesmo tempo, ocorria a rápida erosão de hábitos e atitudes que dividiram povos e nações ao longo de incontáveis séculos, e que pareciam destinados a perdurar pelas eras vindouras.
No período mediano deste século, estes dois processos produziram um avanço cuja significação histórica somente será devidamente apreciada por gerações futuras. Em meio às conseqüências funestas da Segunda Guerra Mundial, líderes com grande visão de futuro perceberam ser finalmente possível começar, através da Organização das Nações Unidas, a consolidação das bases da ordem mundial. O novo sistema de convenções internacionais e organismos correspondentes, que havia sido há muito sonhado por pensadores progressistas, fora agora dotado com poderes vitais que haviam sido negados à abortiva Liga das Nações. À medida que o século avançava, as forças primitivas do sistema de manutenção da paz internacional foram progressivamente exercitadas, e puderam demonstrar de forma persuasiva o que pode ser conquistado. Ao mesmo tempo, ocorreu a expansão contínua de instituições democráticas de governo em todo o mundo. Conquanto os efeitos práticos ainda sejam desapontadores, isto de modo algum diminui o significado da histórica e irreversível mudança de rumo ocorrida na organização dos assuntos humanos.
E assim como ocorreu com a ordem mundial, também se deu com os direitos dos povos do mundo. A divulgação dos sofrimentos estarrecedores que afligiram as vítimas da perversidade humana durante a guerra causou consternação mundial ? e um sentimento que só pode ser descrito como profunda vergonha. Desta experiência traumática nasceu um novo tipo de comprometimento moral que foi formalmente institucionalizado nos trabalhos da Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas e seus organismos associados, avanço este que seria inconcebível para os governantes do século dezenove aos quais Bahá’u’lláh se havia manifestado sobre o assunto. Reforçado com esta legitimidade, um conjunto crescente de organizações não-governamentais dedicou-se a garantir que a Declaração Universal de Direitos Humanos fosse estabelecida como a base dos critérios normativos internacionais e que fosse devidamente obedecida.
Um processo paralelo ocorreu em relação à vida econômica. Durante a primeira metade do século, como conseqüência dos estragos causados pela grande depressão, muitos governos adotaram medidas legislativas para a criação de programas de bem-estar social e sistemas de controle financeiro, fundos de reserva e normas de comércio que protegessem a sociedade de seus países da repetição de experiências tão devastadoras. O período que se seguiu à Segunda Guerra Mundial trouxe consigo o estabelecimento de instituições com um campo de operação global: o Fundo Monetário Internacional, o Banco Mundial, o Acordo Geral de Tarifas e Comércio e uma rede de agências de desenvolvimento dedicadas a racionalizar e promover a prosperidade material do planeta. Ao encerrar-se o século ? não importa quais sejam as intenções nem quão inadequados os instrumentos atuais ? as massas da humanidade puderam comprovar que o uso das riquezas do planeta pode ser reorganizado em resposta a concepções inteiramente novas sobre quais são as necessidades existentes.
O efeito dessas mudanças se viu grandemente ampliado pela expansão acelerada da educação das massas. Além da disposição dos governos nacionais e locais de alocar recursos muito maiores a este campo e da habilidade da sociedade em mobilizar e capacitar um exército de professores com qualificação profissional, dois outros avanços ocorridos a nível internacional durante o século vinte tiveram uma influência particular. O primeiro foi uma série de planos de desenvolvimento centrados nas necessidades educacionais, os quais dispunham de enormes recursos financeiros provenientes de instituições como o Banco Mundial, organismos governamentais, grandes fundações e diversos ramos do sistema das Nações Unidas. O segundo foi a explosão da tecnologia de informação, a qual tornou todos os habitantes do planeta potenciais beneficiários de todo o saber acumulado pela raça humana.
Este processo de reorganização em escala planetária foi animado e reforçado por uma profunda mudança de consciência. Populações inteiras viram-se repentinamente forçadas a pagar o preço por hábitos de pensamento arraigados e causadores de conflito ? e de fazê-lo ante a censura mundial que condenava o que antes se reputava como práticas e atitudes aceitáveis. Isso estimulou uma mudança revolucionária no modo como as pessoas vêem umas às outras.
Ao longo da história, por exemplo, a experiência parecia demonstrar ? e os ensinamentos religiosos pareciam confirmar ? que as mulheres eram por natureza essencialmente inferiores aos homens. Então, da noite para o dia, numa perspectiva histórica, essa noção dominante subitamente começou a se desintegrar em todas as terras. Por mais longo e penoso que seja o processo de trazer plenamente à realidade a afirmação de Bahá’u’lláh de que as mulheres e os homens são iguais em todos os sentidos, o fato é que a cada dia se torna mais fraco o apoio moral e intelectual a qualquer visão que contradiga esta realidade.
Outra característica da maneira como a humanidade via a si mesma ao longo dos milênios passados era a exaltação das diferenças étnicas, coisa  que, nos séculos recentes, cristalizou-se em várias fantasias racistas. Com uma rapidez impressionante, se considerada a perspectiva histórica, o século vinte viu a unidade da espécie humana estabelecer-se como princípio norteador da ordem internacional. Hoje em dia, os conflitos étnicos que continuam assolando várias partes do mundo não mais são vistos como um aspecto natural das relações entre povos distintos, mas sim como aberrações arbitrárias que precisam ser submetidas a um controle internacional efetivo.
Durante a longa infância da humanidade, também, pensava-se ? outra vez com a total concordância da religião institucionalizada ? que a pobreza era uma característica permanente e inevitável da ordem social. Agora, porém, essa mentalidade, cujas premissas moldaram as prioridades de todos os sistemas econômicos que o mundo conheceu, já foi universalmente rejeitada. Pelo menos em teoria, em todas as partes os governos são vistos essencialmente como fiduciários responsáveis por garantir o bem-estar de todos os membros da sociedade.
Especialmente significativa ? por sua relação íntima com as raízes da motivação humana ? foi o afrouxamento das amarras do preconceito religioso. Antecipado pelo “Parlamento das Religiões”, que atraiu intenso interesse no final do século dezenove, o processo de diálogo e colaboração entre as religiões reforçou os efeitos da secularização no sentido de abalar as muralhas antes inexpugnáveis da autoridade clerical. Em vista da transformação experimentada pelas concepções religiosas nos últimos cem anos, até mesmo as explosões contemporâneas de reação fundamentalista podem ser vistas, em retrospectiva,  como nada mais que desesperadas ações de retaguarda contra a dissolução inevitável do controle sectário. Nas palavras de Bahá’u’lláh, “Não pode haver dúvida alguma de que os povos do mundo, de qualquer raça ou religião que sejam, derivam sua inspiração de uma só Fonte Celestial e são súditos de um só Deus.” 
Durante estes críticos decênios, a consciência humana também experimentou mudanças fundamentais em seu modo de compreender o universo físico. A primeira metade do século testemunhou como as novas teorias da Relatividade e da Mecânica Quântica ? ambas intimamente relacionadas com a natureza e o comportamento da luz ? revolucionaram o campo da Física e alteraram  por completo o rumo do desenvolvimento científico. Tornou-se evidente que a Física clássica somente podia explicar os fenômenos dentro de um campo limitado. Subitamente abrira-se uma nova porta para o estudo tanto dos mais diminutos componentes do universo quanto de seus imensos sistemas cosmológicos, mudança esta cujos efeitos foram muito além das fronteiras da Física e abalaram as próprias bases da cosmovisão que durante séculos dominara o pensamento científico. Perderam-se para sempre as imagens de um universo mecânico que funcionava como um relógio e a suposta independência entre o observador e o observado, entre a mente e a matéria.  Com base nos fecundos estudos que assim  se tornaram possíveis, a ciência teórica agora começa a investigar a possibilidade de que a intenção e a inteligência sejam de fato inerentes à natureza e à operação do universo.
No rastro dessas mudanças conceituais, a humanidade ingressou numa era na qual a interação entre as ciências da natureza ? Física, Química e Biologia, juntamente com a nascente ciência da Ecologia ? inaugurou possibilidades espantosas para o aprimoramento da vida. Impressionantes são os benefícios colhidos em áreas de tão vital interesse como a agricultura e a medicina, bem como os decorrentes do aproveitamento eficaz de novas fontes de energia. Ao mesmo tempo, o novo campo da ciência dos materiais começou a oferecer uma rica gama de recursos especializados desconhecidos no início do século, como o plástico, as fibras óticas e as fibras de carbono.
Tais progressos na ciência e na tecnologia tiveram efeitos recíprocos. Grãos de areia ? o elemento material mais humilde e de menor valor aparente ? metamorfoseados em lâminas de silício e cristal ótico depurado viabilizaram a criação de redes de comunicação mundial. Isto, juntamente com o emprego de sistemas de satélite cada vez mais sofisticados, começou a permitir que pessoas de todas as partes,  sem distinção, tivessem acesso ao conhecimento acumulado de toda a espécie humana. É evidente que as décadas de um futuro próximo verão a integração das tecnologias da informática, telefonia e televisão num único sistema unificado de comunicação e informação, cujos aparelhos estarão disponíveis em larga escala e a baixo custo. Seria difícil exagerar o impacto psicológico e social resultante da esperada  substituição da atual mistura confusa de sistemas monetários ? para muitos o último baluarte do orgulho nacional ? por uma única  moeda mundial transacionada principalmente através de impulsos eletrônicos.
Efetivamente, o efeito unificador da revolução do século vinte se mostra especialmente claro nas repercussões resultantes das mudanças ocorridas na vida científica e tecnológica. O nível mais óbvio é que a espécie humana agora domina os meios necessários para implementar as metas visionárias evocadas por uma consciência em constante amadurecimento. Numa visão mais profunda, esta capacitação está agora virtualmente ao alcance de todos os habitantes da terra, sem distinção de raça, cultura ou nação. “Uma vida nova”, foi a visão profética de Bahá’u’lláh, “nesta era, está vibrando em todos os povos da terra; contudo, ninguém lhe descobriu a causa nem percebeu o motivo” . Hoje, passado mais de  um século desde que tais palavras foram escritas, as implicações de tudo o que ocorreu desde então começam a ser evidentes para todos aqueles que refletem.
III
Apreciar as transformações experimentadas durante o período histórico que agora finda não significa negar a escuridão concomitante que marca, com forte contraste,  estas conquistas: o extermínio deliberado de milhões de seres humanos, a invenção e o uso de novas armas de destruição capazes de aniquilar toda uma população, o surgimento de ideologias que sufocaram a vida intelectual e espiritual de nações inteiras, o dano causado ao meio ambiente numa escala tão maciça que pode exigir séculos para ser revertido, e o dano incalculavelmente maior sofrido por gerações de crianças ensinadas a crer que a violência, a indecência e o egoísmo são vitórias da liberdade individual. Estes são apenas os mais óbvios de um rol de males sem igual na história, cujas lições nossa era deixará de legado para a educação das gerações purificadas que nos sucederão.
A escuridão, entretanto, não é um fenômeno dotado de existência própria, muito menos de autonomia. Ela não pode apagar a luz, nem enfraquecê-la; tão somente demarca aquelas áreas não atingidas pela luz, ou que são pouco iluminadas. É dessa forma que, certamente, o século vinte será julgado pelos historiadores de uma era mais madura e desapaixonada. A ferocidade da natureza animal ? irrefreada ao longo destes anos críticos e que, em certas ocasiões, pareceu ameaçar a própria sobrevivência da sociedade ?, de fato, não impediu a manifestação progressiva das potencialidades criativas que a mente humana possui. Pelo contrário. À medida em que avançava o século, um número crescente de pessoas despertou para a vacuidade das lealdades e a irrealidade dos temores que as haviam aprisionado apenas poucos anos antes.
“Incomparável é este Dia”, insiste Bahá’u’lláh, “pois é como olhos para séculos e eras passados, como uma luz para a escuridão dos tempos” . Vista desta perspectiva, a questão não é a escuridão que freiou e obscureceu o progresso alcançado nos cem anos extraordinários que agora terminam. Trata-se, isto sim, de considerar quanto sofrimento e desgraça nossa espécie terá ainda de sofrer até que aceitemos de coração a natureza espiritual que faz de nós um só povo e tenhamos coragem para planejar nosso futuro à luz das lições aprendidas através de tanta dor.
IV
A concepção dos rumos futuros da civilização exposta nos escritos de Bahá’u’lláh desafia boa parte daquilo que hoje se impõe em nosso mundo como normativo e imutável. Os avanços alcançados durante o século de luz abriram o caminho para um novo tipo de mundo. Se a evolução social e intelectual realmente se dá em resposta a uma inteligência moral inerente à existência, grande parte da teoria que orienta os enfoques contemporâneos em relação à tomada de decisões é fatalmente defeituosa. Se a consciência humana é de natureza essencialmente espiritual ? conforme sempre foi a intuição da grande maioria das pessoas simples ? então suas necessidades de desenvolvimento não podem ser nem compreendidas nem supridas por uma interpretação da realidade que insiste dogmaticamente no sentido contrário.
Nenhum aspecto da civilização contemporânea é mais frontalmente questionado pela concepção de Bahá’u’lláh a respeito do futuro, do que o culto reinante ao individualismo, o qual se difundiu na maior parte do mundo. Alimentado por forças culturais como as ideologias políticas, o elitismo acadêmico e a sociedade de consumo, a “busca da felicidade” fez brotar um sentimento agressivo e quase ilimitado de direito pessoal. As conseqüências morais foram corrosivas tanto para o indivíduo quanto para a sociedade ? e devastadoras em termos de enfermidades, dependência de drogas e outras pragas tão lamentavelmente familiares a este final de século. A tarefa de livrar a humanidade de um erro tão  fundamental e tão difundido exigirá o questionamento de algumas das suposições mais arraigadas desenvolvidas pelo século vinte a respeito do que é certo e do que é errado.
Quais são algumas destas suposições não questionadas? A mais óbvia é a convicção de que a unidade é um ideal longínquo, quase inatingível, a ser buscado apenas depois que se tenha resolvido, não se sabe bem como, uma miríade de conflitos políticos, necessidades materiais e injustiças.  Bahá’u’lláh afirma que é justamente o contrário que deve ocorrer. A enfermidade fundamental que aflige a sociedade e gera os males que a mutilam, Ele assegura, é a desunião de uma espécie que se distingue por sua capacidade de colaboração e cujo progresso, até hoje, dependeu da medida em que, em diferentes épocas e em diversas sociedades, uma ação unificada pôde ser lograda. Aferrar-se à noção de que o conflito é um traço intrínseco à natureza humana, em vez de um complexo de hábitos e atitudes aprendidos, significa impor ao novo século um erro que, mais do que qualquer outro fator isolado, prejudicou tragicamente o passado da humanidade. “Vede o mundo”, aconselhou Bahá’u’lláh aos líderes eleitos da humanidade, “como o corpo humano, o qual, embora inteiro e perfeito no tempo de sua criação, tem sido afligido, por várias causas, com graves males e doenças.” 
Há ainda um segundo desafio moral, intimamente relacionado com a questão da unidade, que o século que agora termina levantou com urgência cada vez maior. Aos olhos de Deus, Bahá’u’lláh insiste, a justiça  é “a mais amada de todas as coisas” . Através dela cada pessoa pode enxergar a realidade com seus próprios olhos, e não com os alheios, e ela dota a tomada coletiva de decisões com aquela autoridade que é a única garantia da unidade de pensamentos e ação. Por mais gratificante  que seja o sistema de ordem internacional nascido das experiências dilacerantes do século vinte, sua influência duradoura dependerá da aceitação do princípio moral nele implícito. Se o corpo da humanidade é realmente uno e indivisível, então a autoridade exercida por suas instituições governantes representa, essencialmente, um fideicomisso. Cada indivíduo vem ao mundo como uma responsabilidade do todo, e é esse aspecto da existência humana que constitui o verdadeiro alicerce dos direitos sociais, econômicos e culturais articulados na Carta das Nações Unidas e em seus documentos subsidiários. A justiça e a unidade têm efeitos recíprocos. “O objetivo da justiça”, Bahá’u’lláh escreveu, “é fazer aparecer entre os homens a unidade. O oceano da sabedoria divina surge dentro desta palavra elevada, enquanto os livros do mundo não podem conter seu significado mais íntimo.” 
À medida que a humanidade se compromete ? ainda que de forma hesitante e temerosa ? com esses e outros princípios morais correlacionados, o papel mais significativo oferecido ao indivíduo será o de servir aos demais. Um dos paradoxos da vida humana é que o desenvolvimento do próprio eu se dá primariamente através da consagração a um empreendimento maior no qual o eu ? mesmo que apenas temporariamente ? é esquecido. Numa era  que oferece às pessoas de qualquer condição uma oportunidade para participar efetivamente na construção da própria ordem social, o ideal do serviço aos demais assume um significado inteiramente novo. Exaltar metas tais como o consumo e a autopromoção como sendo o propósito da vida significa promover acima de tudo o lado animal da natureza humana. Tampouco podem as mensagens simplistas de salvação pessoal atender aos anseios de gerações que puderam comprovar, com absoluta certeza, que a verdadeira plenitude é tanto um assunto deste mundo quanto do vindouro. “Cuidai zelosamente das necessidades da era em que viveis”, é o conselho de Bahá’u’lláh, “e concentrai vossas deliberações em suas exigências e seus requisitos”. 
Essas perspectivas têm implicações profundas no que se refere à condução dos assuntos humanos. É óbvio, por exemplo, que, independente de suas contribuições no passado, quanto mais o Estado-Nação perdurar como influência dominante na determinação do destino da humanidade, tanto mais tardará a conquista da paz mundial e tanto maior será o sofrimento infligido à população do mundo. Na vida econômica da humanidade, não importa quão grandes tenham sido as bênçãos trazidas pela globalização, é evidente que este processo também gerou uma concentração de poder autocrático sem paralelo, que precisa ser colocada sob o controle democrático internacional a fim de não ser causa da pobreza e do desespero de incontáveis milhões. De igual modo, os avanços históricos na tecnologia da comunicação e da informação, que representam um meio tão poderoso para a promoção do desenvolvimento social e para o aprofundamento da consciência dos povos em relação à sua natureza comum, pode, com força idêntica, desviar ou embrutecer impulsos que são vitais para a promoção deste processo.
V
O tema que Bahá’u’lláh apresenta é uma nova relação entre Deus e os homens, que esteja de acordo com a nascente maturidade da raça humana. A Realidade última que criou e sustenta o universo permanecerá para sempre além do alcance da mente humana. A relação consciente da humanidade com ela, na medida em que foi estabelecida, deu-se como resultado da influência dos Fundadores das grandes religiões: Moisés, Zoroastro, Buda, Jesus, Maomé e outros personagens anteriores cujos nomes, em sua maior parte, caíram no esquecimento. Ao responder a estes impulsos do divino, os povos da terra desenvolveram progressivamente as capacidades espirituais, intelectuais e morais que atuaram em conjunto para civilizar o caráter humano. Este processo milenar e cumulativo alcançou agora aquele estágio característico de todos os momentos decisivos dos processos evolutivos, quando, subitamente, possibilidades nunca antes imaginadas se manifestam: “Este é o Dia”, assevera Bahá’u’lláh, “em que os mais excelentes favores de Deus manaram sobre os homens, o Dia em que Sua graça suprema se infundiu em todas as coisas criadas.” 
Vista através dos olhos de Bahá’u’lláh, a história das tribos, povos e nações chegou, efetivamente, ao seu fim. O que presenciamos agora é o início da história da humanidade, a história de uma espécie humana consciente de sua própria unicidade. Para esta hora decisiva no curso da civilização, seus escritos oferecem uma redefinição da natureza e do processo da civilização e uma reorientação de suas prioridades. Seu objetivo é chamar-nos de volta à consciência e à responsabilidade espirituais.
Nada existe nos escritos de Bahá’u’lláh que abone a ilusão de que as mudanças previstas serão alcançadas facilmente. Muito pelo contrário. Como os acontecimentos do século vinte já demonstraram, padrões de hábito e atitude arraigados durante milênios não são abandonados espontaneamente, nem simplesmente em resposta à educação e à ação legislativa. Seja na vida dos indivíduos como na da sociedade, mudanças profundas em geral ocorrem como resposta ao sofrimento intenso e a dificuldades insuportáveis que não deixam outra saída. É precisamente uma experiência de tamanho sofrimento, advertiu Bahá’u’lláh, que se faz necessária para fundir os diversos povos da terra em um só povo.
A concepção espiritual e a materialista quanto à natureza da realidade são irreconciliáveis entre si e conduzem a direções opostas. Ao abrir-se um novo século, a rota determinada pela segunda destas visões antagônicas já fez com que a humanidade, desafortunada, vagasse muito além dos limites até onde se podia, em certa época, alimentar uma ilusão da racionalidade, ou, ainda menos, de bem-estar humano. A cada dia que passa, multiplicam-se os sinais de que as pessoas, em todas as partes, estão despertando para este entendimento.
A despeito da opinião prevalecente em sentido contrário, a espécie humana não é uma tábua rasa sobre a qual alguns árbitros privilegiados dos assuntos humanos podem inscrever livremente seus próprios desejos. As fontes do espírito manam onde e como queiram. E elas não serão indefinidamente refreadas pelos detritos da sociedade contemporânea. Não se faz mais necessária uma visão profética para perceber que os anos iniciais do novo século testemunharão a liberação de energias e aspirações infinitamente mais poderosas do que as rotinas, falsidades e vícios acumulados que por tanto tempo impediram sua expressão.
Por maior que seja o tumulto, o período no qual a humanidade está ingressando abrirá a cada indivíduo, cada instituição e cada comunidade da terra oportunidades sem precedentes para participar na tarefa de escrever o futuro do planeta. “Breve”, é a promessa segura de Bahá’u’lláh, “será a presente ordem posta de lado, e uma nova ordem se estenderá em seu lugar.”


Quem está escrevendo o futuro?
Reflexões sobre o Século XXfoi elaborado pela Comunidade Internacional Bahá’í. Maiores informações: info@bahai.org.brSinta-se à vontade para comentar este documento.
Oportunamente incluíremos neste site uma seção com reflexões e comentários sobre o tema

Março 5, 2014 at 5:13 pm

Os sete trovões e o livrinho

Objetivos desse estudo: 1) Comprovar que o livrinho de Apocalipse 5 não é o mesmo de Apocalipse 10;  2) O anjo representa o poder de DEUS sobre a terra e o mar, onde estão as bestas de Apocalipse 13;  3) O livrinho representa algo doce e amargo, sendo que o amargo é avisar sobre o perigo dos trovões; 4) Os trovões representam algo oculto como  uma punição, sofrimento, apostasia, tentação… onde a Bíblia relata que em várias passagens que foi feita por satanás, o acusador  (Apocalipse 12 : 10), (Apocalipse 2 : 10); (Apocalipse 3 : 10).

10:1 – Vi outro anjo forte descendo do céu, envolto em nuvem, com o arco-íris por cima de sua cabeça; o rosto era como o sol, e as pernas, como colunas de fogo;

Vi outro anjo forte descendo do céu: Três anjos fortes aparecem no Apocalipse. O primeiro procurou alguém para abrir o livro que estava na mão direita de Deus (5:2). O terceiro anunciará, com um gesto dramático, a queda da Babilônia (18:21). O segundo, aqui no capítulo 10, desce com a glória do céu trazendo um livrinho aberto e as vozes dos sete trovões.

Alguns comentaristas acreditam que este anjo forte seja o próprio Jesus, pois algumas características nos lembram a descrição de Jesus no capítulo 1. Embora não haja provas desta interpretação, claramente o anjo forte vem do céu com a glória celestial e traz a revelação de Deus.

10:2 – e tinha na mão um livrinho aberto. Pôs o pé direito sobre o mar e o esquerdo, sobre a terra,

E tinha na mão um livrinho aberto: Vamos ver o significado deste livrinho nos versículos 9-11. Aqui, observamos algumas diferenças entre este livrinho e o livro do capítulo 5: (1) Este é um livrinho, mas Jesus recebeu um livro (maior) da mão de Deus. (2) O livrinho está na mão do anjo que desceu do céu, não na mão de Deus no trono.(3) O livrinho está aberto e, assim, não precisa de uma pessoa “digna” para abri-lo; o livro estava selado com sete selos e podia ser aberto somente pelo Leão/Cordeiro.

Pôs o pé direito sobre o mar e o esquerdo, sobre a terra: Imagine o tamanho e o poder deste anjo forte! Pode colocar os pés sobre a terra e o mar, assim mostrando domínio sobre o mundo inteiro. Daqui a pouco, bestas vão subir do mar e da terra (13:1,11). Antes de ver esses servos do diabo emergirem, Deus nos lembra que o anjo dele tem poder superior a toda a força de Satanás e de seus servos.

10:3 – e bradou em grande voz, como ruge um leão, e, quando bradou, desferiram os sete trovões as suas próprias vozes.

E bradou em grande voz, como ruge um leão: O anjo forte em 5:2 fez sua proclamação em grande voz. O segundo anjo forte, também, tem voz forte, como a de leão. O leão claramente representa a força da voz deste anjo. “O leão, o mais forte entre os animais, que por ninguém torna atrás” (Provérbios 30:30; veja Isaías 21:8; Jeremias 25:30; Oséias 11:10).

Desferiram os sete trovões as suas próprias vozes: Agora chegamos a mais uma série de sete – os sete trovões. Com toda a força da voz que vem do céu, eles proclamam mais uma parte da vontade de Deus. Por diversas vezes nas Escrituras, trovões acompanham os castigos enviados por Deus. A sétima praga no Egito incluiu trovões, chuva de pedras e fogo (Êxodo 9:23-34). Deus pelejou contra os filisteus com seus trovões .

E sucedeu que, estando Samuel sacrificando o holocausto, os filisteus chegaram à peleja contra Israel; e trovejou o SENHOR aquele dia com grande estrondo sobre os filisteus, e os confundiu de tal modo que foram derrotados diante dos filhos de Israel. (1 Samuel 7:10).

10:4 – Logo que falaram os sete trovões, eu ia escrever, mas ouvi uma voz do céu, dizendo: Guarda em segredo as coisas que os sete trovões falaram e não as escrevas.

Logo que falaram os sete trovões, eu ia escrever: Obediente às instruções recebidas no início do livro (1:19), João prepara-se para relatar as mensagens dos sete trovões.

Mas ouvi uma voz do céu, dizendo: Guarda em segredo as coisas que os sete trovões falaram: A instrução geral de 1:19 é suplantada pela ordem mais específica dada aqui. A voz vem do céu, e João é obrigado a obedecê-la – Não escreva as coisas que os trovões falaram. Num livro com o propósito de revelar, por que guardar em segredo as mensagens que Deus enviou nos trovões? Devemos observar, pelo menos, dois motivos: (1)  Em geral, Deus não revela tudo aos homens, e não teríamos a capacidade de compreender todos os pensamentos sublimes de Deus (Isaías 55:8-9). Moisés disse que Deus revela o que precisamos para saber como servi-lo (Deuteronômio 29:29). João disse que o registro da vida de Cristo inclui uma pequena parte de tudo que Jesus fez, mas que foram relatadas as coisas necessárias para criar fé nos leitores (João 21:24-25; 20:30-31).  (2) Quando se trata da proteção dos fiéis, Deus faz muito mais do que ele mostra ao homem. De vez em quando, ele abre a cortina para revelar alguma batalha nas regiões celestiais, para nos confortar com o fato de ele estar constantemente lutando a favor dos servos. Antes da batalha de Jericó, o príncipe do exército do Senhor apareceu a Josué (Josué 5:13-15). Eliseu pediu que Deus mostrasse ao seu ajudante o exército do céu que os protegia dos siros (2 Reis 6:15-16). Daniel foi consolado por um mensageiro que explicou que estava ocupado com a guerra contra o príncipe da Pérsia (Daniel 10:12-21). Os cristãos primitivos enfrentaram perseguições, mas recebiam, às vezes, confirmações do poder ativo de Deus lutando a favor deles (Atos 4:23-31). Romanos 8 enfatiza o papel ativo do Pai, do Filho e do Espírito Santo a nosso favor. E não é isso o que o Apocalipse ensina? O homem na terra pode ver o que acontece aqui, mas Deus e seus servos fazem muito mais, nas regiões celestiais, para ajudá-lo (Efésios 6:12).

10:5-6 – Então, o anjo que vi em pé sobre o mar e sobre a terra levantou a mão direita para o céu  e jurou por aquele que vive pelos séculos dos séculos, o mesmo que criou o céu, a terra, o mar e tudo quanto neles existe: Já não haverá demora,

O anjo … levantou a mão direita … e jurou…: Se precisa guardar em segredo as palavras dos trovões, será que o cumprimento será adiado? O juramento do anjo responde imediatamente a esta possível dúvida. Ele levanta a mão direita (veja Daniel 12:7) e jura pelo eterno Deus. Não há dúvida! Mesmo sem revelar todos os pormenores, a palavra de Deus será cumprida.

Já não haverá demora: Novamente, encontramos uma referência ao tempo de cumprimento que promete que as coisas profetizadas aqui aconteceriam em breve (veja, também, 1:1-3; 22:6-7,10,12,20). As muitas interpretações que sugerem que quase tudo no Apocalipse ainda acontecerá, mais de 1.900 anos depois de João, simplesmente contradizem a palavra do Senhor.

10:7 – mas, nos dias da voz do sétimo anjo, quando ele estiver para tocar a trombeta, cumprir-se-á, então, o mistério de Deus, segundo ele anunciou aos seus servos, os profetas.

Nos dias da voz do sétimo anjo: Reforçando ainda mais a iminência do cumprimento do mistério de Deus, este anjo que domina a terra e o mar olha para a sétima trombeta. As primeiras seis já passaram. Não será necessário esperar muito, porque a sétima já trará o cumprimento esperado pelos santos perseguidos.

O mistério de Deus, segundo ele anunciou aos seus servos, os profetas: A palavra mistério, na Bíblia, refere-se a coisas ocultas, freqüentemente à palavra de Deus outrora oculta e agora revelada. No Velho Testamento, o único livro que usa a palavra mistério é Daniel. A revelação do sonho de Nabucodonosor, no qual o servo de Deus profetizou sobre a missão do Cristo em estabelecer o reino do céu durante o período romano, usa a palavra “mistério” várias vezes (Daniel 2:18-19,27-30,47). A palavra aparece mais uma vez, em Daniel 4:9. A grande maioria das ocorrências desta palavra no Novo Testamento fala do evangelho de Jesus Cristo. Paulo disse: “Ora, àquele que é poderoso para vos confirmar segundo o meu evangelho e a pregação de Jesus Cristo, conforme a revelação do mistério guardado em silêncio nos tempos eternos” (Romanos 16:25). Ele descreveu seu papel de apóstolo aos gentios: “…da qual me tornei ministro de acordo com a dispensação da parte de Deus, que me foi confiada a vosso favor, para dar pleno cumprimento à palavra de Deus: o mistério que estivera oculto dos séculos e das gerações; agora, todavia, se manifestou aos seus santos; aos quais Deus quis dar a conhecer qual seja a riqueza da glória deste mistério entre os gentios, isto é, Cristo em vós, a esperança da glória; o qual nós anunciamos” (Colossenses 1:25-28). Veja outros exemplos em Mateus 13:11; 1 Coríntios 2:7; 4:1; Efésios 1:9; 3:3,4,9; 6:19; Colossenses 2:2; 4:3; 1 Timóteo 3:9,16. No Apocalipse, “mistério” refere-se a aspectos das visões explicados a João (1:20; 17:5,7). Somente aqui tem o sentido mais amplo do “mistério de Deus”. O cumprimento do mistério de Deus, então, seria relacionado à divulgação do evangelho para salvar judeus e gentios, e ao estabelecimento do domínio de Cristo sobre as nações.

Deus já anunciou estes planos aos profetas. Quais profetas? Alguns comentaristas citam apenas profetas do Novo Testamento, como o próprio João. Mas, a Bíblia fala sobre os “servos, os profetas” 13 vezes no Velho Testamento antes de usar esta expressão duas vezes no Apocalipse (aqui e em 11:18). Não devemos descontar a importância de profecias do Velho Testamento na interpretação do mistério revelado no Apocalipse.

No Antigo Testamento, os “servos, os profetas” foram enviados para avisar o povo do perigo da desobediência (Esdras 9:10-12; Jeremias 7:25-28; 25:4-7) e dos castigos que Deus traria sobre os infiéis (2 Reis 17:23; Jeremias 26:4-6; 44:4-6).

De especial interesse são algumas profecias do Velho Testamento que olharam para o estabelecimento do reino de Jesus e a sua soberania sobre as nações. Ezequiel 36 e 37 profetizam da restauração de Israel, ou seja, do estabelecimento do reino de Cristo, Israel espiritual. Uma vez estabelecido, o reino seria ameaçado pelas nações, representadas pela multidão liderada por Gogue de Magogue. Mas Gogue não prevaleceria, pois o Senhor chamaria “contra Gogue a espada em todos os meus montes” e contenderia “com ele por meio da peste e do sangue; chuva inundante, grandes pedras de saraiva, fogo e enxofre….” (Ezequiel 38:21-22). O resultado destes castigos divinos: “Assim, eu me engrandecerei, vindicarei a minha santidade e me darei a conhecer aos olhos de muitas nações; e saberão que eu sou o SENHOR” (38:23). Davi disse que o estabelecimento do reino do Messias seria acompanhado por desafios e rebeliões dos gentios, povos, reis e príncipes, mas que o Rei os despedaçaria com sua vara de ferro (Salmo 2). Joel profetizou da vinda do Espírito (Joel 2:28-32), profecia esta cumprida a partir do Dia de Pentecostes (Atos 2:16-21). Logo em seguida, ele disse que as nações ameaçariam o povo de Deus (Israel espiritual) e seriam julgados por Deus no vale de Josafá ou vale da Decisão (Joel 3). Desta maneira, Deus venceria os inimigos e estabeleceria, em segurança, a sua habitação em Jerusalém (Joel 3:18-21). As comparações entre Joel 3 e vários temas do Apocalipse são inegáveis. Ainda mais óbvias são algumas comparações entre Daniel e o Apocalipse. O reino de Deus seria estabelecido durante o período do império romano e teria domínio eterno sobre todas as nações (Daniel 2:44). Daniel até profetiza sobre vários reis ou imperadores romanos, e especialmente sobre a derrota de um destes reis (7:7-11). Veremos mais sobre as ligações entre Daniel 7 e o Apocalipse em outras lições, especialmente quando chegamos ao capítulo 17.

O que podemos esperar, então, na sétima trombeta? Que será cumprida a missão de Jesus de se estabelecer como o soberano Rei, dominando as nações com a vara de ferro e despedaçando os inimigos rebeldes. Mas, antes de ouvir a sétima trombeta, ainda precisamos ver o resto das coisas que João viu no intervalo.

10:8 – A voz que ouvi, vinda do céu, estava de novo falando comigo e dizendo: Vai e toma o livro que se acha aberto na mão do anjo em pé sobre o mar e sobre a terra.

A voz que ouvi … estava de novo falando comigo: A mesma voz do versículo 4. A primeira vez, esta voz proibiu que João escrevesse sobre os sete trovões. Esta vez, ela lhe dará outra instrução.

Vai e toma o livro que se acha aberto na mão do anjo: Já observamos vários pontos de contraste entre este livrinho e o livro do capítulo 5 (veja comentários sobre 10:2). Agora a voz manda João a tomar o livro da mão do anjo.

Anjo em pé sobre o mar e sobre a terra: Novamente, o narrativo destaca a posição deste anjo (cf. 10:2). Muito diferente do anjo caído do céu que abriu o poço do abismo, este anjo tem seus pés firmemente plantados sobre a terra e o mar. A estrela caída do céu dominou os gafanhotos durante cinco meses. O anjo forte no capítulo 10 pode garantir o cumprimento do plano de Deus. Que consolo saber que João recebe as suas ordens da mão deste anjo forte.

10:9 – Fui, pois, ao anjo, dizendo-lhe que me desse o livrinho. Ele, então, me falou: Toma-o e devora-o; certamente, ele será amargo ao teu estômago, mas, na tua boca, doce como mel.

Fui, pois, ao anjo, dizendo-lhe que me desse o livrinho: João foi obediente à voz do céu e foi pedir o livrinho.

Ele, então, me falou: Toma-o e devora-o: Esta cena é semelhante à de Ezequiel 2:8 – 3:6. No início do sexto século a.C., Ezequiel foi enviado como profeta à casa de Israel. O rolo do livro que ele comeu representou a sua incumbência como profeta. O sabor era doce, mas a tarefa difícil. O anjo avisou João que este livrinho seria doce na boca, mas amargo no estômago. João recebeu uma tarefa desagradável.

10:10 – Tomei o livrinho da mão do anjo e o devorei, e, na minha boca, era doce como mel; quando, porém, o comi, o meu estômago ficou amargo.

Tomei o livrinho … e o devorei: João foi obediente. Ele não fez desculpas e não fugiu da sua missão. Comeu o livrinho.

Na minha boca, era doce como mel; quando, porém. O comi, o meu estômago ficou amargo: O livrinho foi exatamente como o anjo dissera. Veremos a amargura da missão de João no próximo versículo. O trabalho no reino do Senhor envolve esses dois aspectos. Traz uma grande alegria quando presenciamos as transformações de vidas que o evangelho causa. Por outro lado, o servo fiel tem a obrigação de avisar sobre as conseqüências da rejeição da palavra e sobre a punição preparada para os desobedientes. João não fugiu da sua responsabilidade, mas muitos pregadores hoje negligenciam o lado severo do evangelho e divulgam uma mensagem incompleta e desequilibrada. É muito mais agradável falar da bondade do que da severidade (Romanos 11:22). É bom falar sobre o perdão e a salvação (Hebreus 9:28), mas não devemos excluir a mensagem de vingança e castigo (Hebreus 10:26-31). Deus é santo, e assim não pode manter comunhão com o pecado. Ele é, também, amor, e quer salvar todos dos seus pecados. A tendência do homem é de exagerar um lado do caráter de Deus e diminuir a importância do outro, esquecendo que o mesmo Deus que oferece alívio tomará vingança e banirá de sua face os que não o conhecem ou que não o obedecem (2 Tessalonicenses 1:6-10).

10:11 – Então, me disseram: É necessário que ainda profetizes a respeito de muitos povos, nações, línguas e reis.

É necessário que ainda profetizes a respeito de muitos povos, nações, línguas e reis: Este versículo reforça o significado do livrinho. João é obrigado a profetizar sobre nações e reis. Já falou sobre pragas e castigos atingindo um número cada vez maior de pessoas, até causando a morte de grandes multidões. Mas tem mais pela frente. A difícil missão de João incluirá profecias sobre muitos povos.

Conclusão

O intervalo entre a sexta e a sétima trombetas enfatiza vários fatos importantes. Entre eles: (1) Deus e seus servos sempre são mais fortes do que o diabo e seus seguidores. O anjo forte do Senhor tem poder sobre a terra e o mar, enquanto o Destruidor recebeu autoridade por alguns meses sobre os gafanhotos. (2) Deus faz muito mais do que ele revela aos seus servos. Os sete trovões servem como exemplo. (3) A sétima trombeta anunciaria o cumprimento do mistério de Deus. (4) A missão do servo de Deus tem seu lado doce, mas inclui, também, a amargura de pregar a pessoas condenadas por sua rebeldia. No próximo capítulo, veremos mais duas cenas do intervalo antes de ouvir a sétima trombeta.

O Artigo completo encontra-se em:

http://www.estudosdabiblia.net/b09_18.htm

Fevereiro 27, 2012 at 9:42 am

Sociedade dos profetas mortos

Aqui jaz algumas das profetadas mais ridículas da internet juntamente com os seus respectivos autores. Uma vergonha! Uma humilhação! Essas coisas só fazem com que o evangelho da verdade seja totalmente desacreditado:

Porque eles vos profetizam falsamente em meu nome; não os enviei, diz o SENHOR.”  (Jeremias 29 : 9)

Nome : Alex Jones – Inforwars

Profetada: Todo ano profetiza a chegada da III Guerra mundial e trabalha para a construção de um Parlamento Mundial, onde “intelectuais” como ele pretendem criar leis.

Nome: André Meneses dos Santos – BJCV

Profetadas: Profetizou o fim do Rio de Janeiro por volta do ano de 2007, a Grande Tribulação seria em 2011, a gripe suína seria a marca da besta e a chegada do Anticristo,  “Lula”. Porém, esse demente não tem limites em criar novas profetadas.

Nome: Cláudio Heckert – Fim dos  Tempos

Profettada: Profetizou a chegada do Anticristo para o dia 15/02/12

Nome: Jesus Cristo Hombre

Profetada: Acredita que é Jesus e se transformara em 2012 em alguma espécie de mutante implantado a sociedade do 666.

Nome: Harold Camping – Ministério Family Rádio

Profetada: Profetizou o fim do mundo para 2011

Nome: Hermes C. Fernandes – Ministério do Movimento Reinista

Profetada: A terra será um paraíso ecológico e JESUS vai retornar para governar a ONU.

Nome: Jack Kelley –  .bibleprophecy

Profetada: Após vários cálculos errados sobre as profecias de Daniel, o mesmo chegou a conclusão que o arrebatamento seria em 2011

Nome : Jairo Carvalho – O Amanhã Hoje

Profetada: Inspirado nos ensinamentos de Ellen G. White, esse pastor afirma que o presidente americano é o Anticristo, o Papa é a besta, o domingo é a marca da besta e o sábado é o selo de DEUS.

Nome: Myles Munrroe

Profetada: A ONU é uma instituição criada por  DEUS que conduzirá a humanidade para a restauração de um paraíso global na terra, onde os seus serviços de liderança serão requisitado.

Nome: Rubens Sodré – Verdade Oculta

Profetada: Um belo dia surtou e chegou a conclusão que tudo é conspiração na Bíblia e o nome de Jesus é YAOHOSHUA.

Fevereiro 18, 2012 at 11:31 pm

A Taxa Tobin e os alicerces da economia “divina “

Post revisado e atualizado em 09/02/12

“Poucas pessoas deixarão de reconhecer que o Espírito insuflado no mundo por Bahá’u’lláh, Espírito esse que está se manifestando em graus variados de intensidade, mediante os esforços conscientes de Seus declarados apoiadores e, indiretamente, através de certas organizações humanitárias, jamais poderá penetrar no gênero humano e exercer uma influência duradoura, a não ser que, e até que, encarne em uma visível Ordem portadora de Seu nome, integralmente identificada com Seus princípios e funcionando de conformidade com Suas leis…” ( do livro: A Ordem Mundial de Baha’u’llah)

Além da Nova Ordem Mundial de Baha’u’llah possuir o seu sinal, nome e número de letras do seu nome, os governantes da terra devem se esforçar para criar uma regulamentação no mercado financeiro através de um imposto global.

O imposto Global

Durante a sua viajem missionária nos EUA, o mestre da globalização Abdu’l’Bahá  (filho de Baha’u’llah) também proferiu palestras sobre o futuro ajuste da economia mundial:

“Bahá’u’lláh deixou princípios de orientação e ensinamentos para o reajustamento da economia”.  (9 DE JUNHO DE 1912 Palestra de Abdu’l no Templo Batista Esquina das Ruas Broad e Berks, Filadélfia, Pensilvânia Sexto)

Não demorou muito para que o universo se movimentasse segundo as leis de Baha’u’llah. Em 1972 foi criada a taxa Tobin:

A Taxa TOBIN é um imposto único que varia entre 0,1 e 0,5% sobre todas as transações cambiais e possui os seguintes objetivos:

1) Reduzir os movimentos especulativos, normalmente de curto prazo. A menor volatilidade do mercado monetário resultante da aplicação da taxa teria como consequência a recuperação da capacidade de proteção das moedas ao nível nacional, face à desvalorização e crises financeiras.

2) Ela permite, não só garantir um ambiente mais estável para um desenvolvimento sustentável, como também os recursos necessários para iniciar o combate às desigualdades que caracterizam os vários países.

3) A taxa Tobin é por alguns apresentada como um instrumento que poderia resolver não só os problemas que a volatilidade dos mercados financeiros geram nos países, mas também o problema do crescente abismo entre ricos e pobres

Todas as pessoas do planeta pagariam esse imposto que é muito parecido com a antiga CPMF implantada aqui no Brasil. A diferença é que se a arrecadação ficam em um centavo convertendo todos os produtos para algo do tipo  $.9,99, ou seja, a arrecadação do imposto mundial ficaria por volta de 7 milhões.

O dinheiro arrecado e administrado pelo executivo mundial de Baha’u’llah trará um curto período de prosperidade para terra:

“E este rei fará conforme a sua vontade, e levantar-se-á, e engrandecer-se-á sobre todo deus; e contra o Deus dos deuses falará coisas espantosas, e será próspero, até que a ira se complete; porque aquilo que está determinado será feito.”  (Daniel 11 : 36)

O ensaio do falso aquecimento da economia já pode ser visto no sistema de empréstimos. Hoje, o  sindicado de todas as categorias não luta mais por aumentos de salários ou uma vida digna, mas apenas para a indução ao consumo e ao vício dividas.

“Como também da mesma maneira aconteceu nos dias de Ló: Comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam e edificavam;”  (Lucas 17 : 28)

Devido aos grandes corruptos (especialmente o governo brasileiro) a maior parte do dinheiro arrecado irá desaparecer  gerando assim mais pobreza e injustiça social. É claro que o governo irá maipular as estatística e apresentar falsas taxas  de crescimento como já tem feito na atualidade.

 

http://www.janusonline.pt/2003/2003_1_3_11.html

Janeiro 9, 2012 at 6:11 pm

Qual o objetivo final dos direitos humanos?

A Declaração Universal dos Direitos Humanos é um dos documentos básicos das Nações Unidas e foi assinada em 1948. Nela, são enumerados os supostos  direitos que todos os seres humanos possuem.

Preâmbulo

Considerando que o desprezo e o desrespeito pelos direitos humanos resultaram em atos bárbaros que ultrajaram a consciência da Humanidade e que o advento de um mundo em que os todos gozem de liberdade de palavra, de crença e da liberdade de viverem a salvo do temor e da necessidade foi proclamado como a mais alta aspiração do ser humano comum,

Quando lemos a declaração dos direitos humanos criado pela ONU temos uma primeira impressão de justiça para a humanidade. Na verdade ela está muito longe de ser justa principalmente para os cristãos verdadeiros. As palavras “salvo o do temor e da necessidade e ser humano comum (entende-se aqui o bem comum)” muda todo o sentido da meta final.

Isso quer dizer que em nome de uma necessidade ou força maior todos os artigos dos direitos humanos perdem a validade e  a prática de tortura e perseguição finalmente podem executadas.

 

Mas antes da ONU sair matando e torturando os cristãos verdadeiros por não concordarem com a agenda gay e a diversidade religiosa  é necessário fabricar um motivo. Nesse caso basta usar o artigo II:

Artigo II.

1. Todo ser humano tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidos nesta Declaração, sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, idioma, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição.

Quando a ONU diz : “ sem distinção de qualquer espécie”, quer dizer na verdade : “ sem a existência de uma verdade de qualquer espécie “. Para a ONU os ensinamentos do Senhor Jesus não podem ser a única verdade para a humanidade, por isso devem ser excluídos do governo mundial, afinal, eles representam uma ameaça para a preservação da unicidade.

Dezembro 11, 2011 at 5:55 pm

O plano de 7 etapas de mudança do comportamento II

A Diversidade gay – colocando em prática o plano de 7 etapas.

O plano de ação tem sua origem no ECOSOC (Conselho econômico e social da ONU), os aderentes gays da nova era começam a elaborar o seu terrível e assustador plano lendo o artigo II sobre os direitos humanos:
Artigo II.

1. Todo ser humano tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidos nesta Declaração, sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, idioma, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição.

A inspiração nesse caso está na seguinte frase: “direitos e liberdades sem distinção de qualquer espécie”. Para decidir como serão aplicadas as mudanças de comportamento na população, são realizados fóruns sobre o tema “diversidade gay”.

Após realizarem uma consulta em grupo dividida em: 1) Definição, 2) Fatos, 3) princípios, 4) discussão, 5) votação; o plano de 7 etapas de mudança do comportamento é aprovado por ONGs gays com representação na ONU e começa a ser colocado em prática, como por exemplo, o PL.122 no Brasil.
a) Ações presentes:

Etapa 1 – Substituição da verdade absoluta pela relativa.

Aos poucos e de forma discreta começam a surgir gays na mídia, as pessoas sem discernimento espiritual ficam surpresas, enquanto os cristãos verdadeiros reprovam totalmente essa conduta inspirados em Romanos capítulo um.

Etapa 2 – As crenças antigas são abandonadas.

Com a repetição gradativa de gays pela mídia, as pessoas começam a achar que o homossexualismo é algo normal e já não se incomodam com a presença de gays na TV.

Etapa 3 – As novas metas começam a ser aplicadas em escala mundial.

Quando menos esperamos, já não nos assustamos com as diversas aparições dos gays na mídia, eles estão por todas as partes:  são destaques em programas de auditório, se transformam em apresentadores de programas  e são convidados pelas emissoras de TV para explicarem melhor sobre esse novo “modo de vida alternativo”. Com a ajuda das paradas gays e de toda a propaganda da mídia e o surgimento de ONGS gays, as pessoas as pessoas começam a despertar um sentimento de solidariedade com o movimento, transformando-se em simpatizantes.

Nessa etapa os gays possuem a aprovação de uma boa parte da população. Encontram-se organizados em ONGs e recebem apoio de empresários, gays milionários e do governo local.

Agora literalmente os gays “saíram do armário”(agora ser gay se transformou em algo bom e lucrativo). Nessa etapa eles começam a implantar a sua ditadura, impondo regras de mudança de comportamento para a sociedade ( PL.122). Os líderes evangélicos são obrigados a se organizarem para defender suas respectivas igrejas.

Isso começa a gerar um conflito esperado pela ONU e que pode durar algum tempo. Afinal, os gays querem a aprovação desse projeto na íntegra. Quando ambas as partes estiverem cansadas no mundo inteiro e clamarem por uma solução estarão preparadas para a etapa 4.

Etapa 4 (o vale da unidade) – As Mudanças começam a gerar conflitos em todas as áreas para que sejam resolvidos na assembélia mundial.
Questões complexas dificilmente serão resolvidas pelo governo local. Para resolver tal questão será criada uma assembléia mundial formada por representantes da sociedade (inclusive evangélicos), dessa forma todos devem participar do governo mundial.

b) Ações futuras:

Etapa 5 – Após o dia da revelação as pessoas aceitarão a unicidade como forma de governo e os conflitos começam a ser resolvidos.
Somente uma aparição satânica criando uma falsa sensação de paz e solidariedade poderá resolver não só esse, mas, todos os conflitos gerados pela aplicação do plano de 7 etapas de mudança do comportamento em todas as áreas sociais. Assim como a bebida e as drogas levam as pessoas a loucura e euforia, o dia da revelação fará o mesmo efeito. Nesse dia, a Grande Confederação Mundial e o Grande Executivo Mundial tomarão as devidas providencias, que exigirá sacrifícios em nome do bem maior “a diversidade”. Nesse momento ocorrerá a volta de Sodoma e Gomorra no mundo inteiro:
Assim como Sodoma e Gomorra, e as cidades circunvizinhas, que, havendo-se entregue à fornicação como aqueles, e ido após outra carne, foram postas por exemplo, sofrendo a pena do fogo eterno. (Judas 1 : 7)

Etapa 6 – Surgem provas científicas sobre a revelação sobre a revelação e a nova religião finalmente é declarada.

Para que a falsa chamada solidariedade não se apague, os cientistas apresentarão provas cientificas e materiais comprovando a veracidade dos fatos ocorridos. Isso aumentará mais ainda o espírito de unicidade global.

Etapa 7 – A unicidade persegue e mata os opositores, logo em seguida surge a Nova Ordem Mundial formada por uma economia materialista e ao mesmo tempo espiritualista.

Um dos principais itens em que a população global (neste caso gays e simpatizantes) deve cooperar com o governo mundial é a diversidade.

Mesmo chegando na etapa 7, os cristãos que ainda estiverem por aqui não mudaram sua opinião: Romanos capitulo um é a verdade! Nesse momento triste da história a unicidade será criada.

O governo colocará a mídia contra os cristãos. Os novos cidadãos globais em um ato de cooperação com a nova ordem mundial entregarão os cristãos para que sejam presos e posteriormente mortos pelo governo mundial. Após essas mortes a nova ordem econômica mundial surgirá possuindo valores espirituais e materiais.

E assim o mundo caminhará rapidamente para a sua total destruição. Resumindo: os gays, simpatizantes e a sociedade sem discernimento espiritual se transformarão em delatores, e amarão tanto a nova ordem mundial que serão capazes de matar (mesmo que de forma indireta)em nome da “diversidade gay”. No governo mundial ser gay ou supostamente proteger o planeta tem mais valor do que a vida humana. O chamado “direitos humanos” não existe e nunca existirá.

Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos. (Romanos 1 : 22)

Novembro 18, 2011 at 7:15 pm

O Milênio da Nova Ordem Mundial

Obs.: O falso arrebatamento (transferido e atualizado em 13/12/08)

Resumo: As metas do milênio ou objetivos do milênio possuem origem esotérica. O seu objetivo final é criar o milênio de Baha’u’llah (o cristo cósmico) através de seus sinais com o uso de feitiçaria. Para que os cristãos se transformem em apóstatas, os esotéricos da ONU aproveitaram à interpretação errada do milênio Bíblico.

Em 2000, as 8 Metas do Milênio foram aprovadas por 191 países membros da ONU-PNUD. Os países, inclusive o Brasil, se comprometeram a cumprir as seguintes metas até o ano de 2015:

1. Acabar com a fome e a miséria; 2. Educação básica e de qualidade para todos; 3. Igualdade entre sexos e valorização da mulher; 4. Reduzir a mortalidade infantil;5. Melhorar a saúde das gestantes; 6. Combater a aids, a malária e outras doenças;7. Qualidade de vida e respeito ao meio ambiente;8. Todo mundo trabalhando pelo desenvolvimento.

Se a ONU fosse uma instituição cristã deveria usar o número 7 e não o 8. E mesmo se fizesse isso estaria fazendo algo fora da palavra de DEUS, pois  é a cabala e a ciência mística que deposita a fé nos números e não na Bíblia.

O número 8 na cabala representa: prosperidade, administração, materialidade, militarismo, poder, ambição, violência, opressão, linearidade (a inexistência de uma verdade absoluta) e o ajustamento para o próximo número que é o 9.

O Número 9 significa:

1) A tripla trindade mística. O milênio de Baha’u’llah possuirá a seguinte trindade unificadora: 1) A sua retirada do abismo; 2) uma aparição Mariana, e 3) a materialização de seu sinal unificador que é a estrela de nove pontas ( o deus-estrela renfã). Além de tudo isso, temos o falso arrebatamento e o batismo com o falso “espírito santo.”

2) O número nove também é regido pelos seguintes sentimentos: impulso, emocionalismo, nervosismo, egocentrismo, precipitação, exagero, indiscrição, teatralidade. Com a sua retirada do abismo, as pessoas serão batizadas com o falso “espírito santo” e ficarão com os sentimentos aqui descritos.

Mas para que os cristãos aceitem o “milênio da ONU”, o “milênio de baha’u’llah” infiltrou-se em todas as interpretações do “milênio Bíblico.”

A palavra milênio significa mil anos (do lat. Millennium, “mil anos”). O termo vem de Apocalipse 20.4-5, onde se diz que: “viveram e reinaram com Cristo durante mil anos”. Os restantes dos mortos não reviveram até que se completassem os mil anos. Ao longo da história da igreja tem havido três visões principais sobre a interpretação do milênio que são:

Amilenismo – Os amilenistas crêem que o milênio está em processo de formação. A inexistência de um milênio faz com que os defensores desse pensamento aceitem a meta do milênio número 8.

Pré-milenismo -É a doutrina que afirma que após a segunda Vinda de Cristo, ele reinará por mil anos sobre a Terra antes do milênio. Como os sinais unificadores de Baha’’u’llah, os defensores desse pensamento também aceitarão a meta do milênio número 8.

Pós-milenismo – Sua idéia básica é esta: Cristo vem após o milênio. Sua vinda será pós-milênio. Com o falso arrebatamento, alguns cristãos vão pensar que era a vinda de cristo e aceitarão a meta do milênio número 8.

Se isso funciona? Basta ler a notícia abaixo e ver como as igrejas estão se apostasiando rapidamente:

Igrejas são incentivadas a estabelecer metas para o Milênio

A Consulta sobre Riqueza, Pobreza e Ecologia, reunida em San Cristóbal de 6 a 10 de outubro, incentivou as igrejas a firmarem metas do Milênio 2015, conclamando-as à ação

A Consulta incentiva as igrejas a participar de estratégias nacionais para a redução da pobreza, assim que contribuam na formulação de políticas, sua implementação e monitoramento em seus respectivos países.As igrejas foram desafiadas a organizar uma aliança mundial inclusiva para globalizar a solidariedade, criar uma rede ecumênica de instituições de pesquisa com vistas à troca de informações e apoio a suas ações.

Fonte: ALC

Essa é uma das formas de apostasia que antecedem o reinado da Besta do Abismo e do Anticristo descrita pelo Apóstolo Paulo:

Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição, (II Tessalonicenses 2 : 3)

Para entender o que realmente está acontecendo, é necessário voltar ao tempo no século XVI. Essas três divisões foram criadas por João Calvino. A principal característica do calvinismo consiste em não ler as profecias escatológicas. João Calvino chegou ao ponto de exigir a retirada do livro do Apocalipse do cânon bíblico. Hoje não são poucos os líderes evangélicos no Brasil que defendem esse pensamento absurdo em relação ao Apocalipse.

Mas voltando ao João Calvino…Ora, como ele poderia fazer uma interpretação escatológica de algo que ele mesmo reprovou? Nesse caso a fé Bahá’i , a  ONU, o evangelista americano Billy Graham, os maçons e outras personalidades religiosas pegaram apenas uma parte do versículo Bíblico que diz: “..e viveram e reinaram com Cristo durante mil anos…” e estão implantando  essa doutrina na maior parte das igrejas, mas o versículo completo  diz:

E vi tronos; e assentaram-se sobre eles, e foi-lhes dado o poder de julgar; e vi as almas daqueles que foram degolados pelo testemunho de Jesus, e pela palavra de Deus, e que não adoraram a besta, nem a sua imagem, e não receberam o sinal em suas testas nem em suas mãos; e viveram, e reinaram com Cristo durante mil anos. (Apocalipse 20 : 4)

Ou seja, o verdadeiro milênio surgirá após a morte (e por degolação) de todos os cristãos deixados para trás devido a interpretação Bíblica errada aqui apresentada.

Para escapar dessa tapeação global é necessário conhecer as escrituras apocalípticas, reconhecer o verdadeiro Anticristo e a Besta do Abismo entre outros sinais que surgirão, ficar atento aos acontecimentos e aguardar o verdadeiro arrebatamento que não possuirá sinal algum.

Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até ao ocidente, assim será também a vinda do Filho do homem. (Mateus 24 : 27)

Dois estarão no campo; um será tomado, o outro será deixado. (Lucas 17 : 36)

E, respondendo, disseram-lhe: Onde, Senhor? E ele lhes disse: Onde estiver o corpo, aí se ajuntarão os abutres (Lucas 17 : 37)

Referências:

http://alcnoticias.com/interior.php?codigo=12570&lang=689

http://www.geocities.com/joshuaibg/textos/a_vida_e_obra_de_joao_calvino.htm

http://www.cacp.org.br/estudos/artigo.aspx?lng=PT-BR&article=1318&menu=7&submenu=3

http://www.magiadourada.com.br/numero.html

Outubro 19, 2011 at 7:59 pm

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